Recentemente, deparei-me com uma reflexão poderosa sobre a indignação de Jesus, e isso me fez olhar para minha própria vida e ministério de uma forma totalmente nova. Eu comecei a pensar: qual foi o gatilho para a única vez que Jesus usou de tamanha violência? Não foi nas ruas, nem contra pecadores, mas dentro da casa de Deus.

O Templo Transformado em Mercado: A Indignação de Jesus

Quando Jesus chegou ao templo, o que ele encontrou? Um mercado. A casa que deveria ser de oração havia se transformado em um lugar de salteadores e ladrões. Minha casa, ele disse, "será chamada casa de oração". Mas o que ele viu o deixou profundamente indignado.

Os animais para sacrifício eram vendidos ali, o que facilitava a vida dos fiéis. No entanto, o que começou como uma conveniência rapidamente se degenerou em exploração e ganância. O objetivo da casa de oração havia se perdido, transformando-se em um centro de comércio.

A casa de oração havia se transformado num lugar de salteadores, ladrões.

O mais impactante para mim é que o único lugar onde Jesus usou de violência foi dentro da igreja, no templo. Ele preparou um chicote, derrubou as mesas e expulsou a todos. Isso é algo muito sério e me faz questionar: por que uma reação tão extrema em um lugar tão sagrado?

O Perigo da Acomodação Espiritual

O que estava acontecendo no templo era o que chamo de "acomodação". Os próprios sacerdotes, que deveriam zelar pela santidade do lugar, estavam se beneficiando da exploração. Aquilo que era errado se tornou normal, natural.

Sabe quando a pessoa se acostuma com alguma coisa e ela fica passiva aceitando?

Isso me fez refletir: quantas vezes eu me acostumei com situações em minha própria vida espiritual ou na obra de Deus que estão desalinhadas com Seus princípios? Eu não posso permitir que o erro se torne "normal" e me deixe passivo.

Minha Indignação em Duas Áreas Essenciais

Com Meu Relacionamento com Deus

Eu me pergunto: "Meu relacionamento com Deus pode melhorar?" "Eu posso orar mais, ter mais intimidade, renovar minha paixão e meu amor pelo Senhor?" Se eu me acomodei, achando que está tudo bem, eu preciso me cobrar, me indignar comigo mesmo.

Pera aí, eu não sou mais aquela pessoa cheia do fogo, cheio do Espírito Santo, que falava em línguas, que tinha paixão, amor pelas almas, paixão de estar nos cultos, na igreja, paixão de fazer a obra, de receber revelação, de adorar, isso mudou.

Eu preciso ficar revoltado porque sei que sempre dá para melhorar! Lembro-me da história de Davi:

  1. Davi foi levar alimento para seus irmãos na guerra contra os filisteus.
  2. Ele viu Golias insultando e afrontando o exército de Israel.
  3. Aquela cena o deixou indignado. "Quem é esse incircunciso filisteu para afrontar o exército do Deus vivo?"
  4. Davi tinha tanto amor e paixão pelo Senhor que ficou com ciúmes, doeu dentro dele ver o povo de Deus sendo afrontado.

Essa indignação o impulsionou a agir. Eu não posso aceitar as coisas passivamente em meu relacionamento com Deus. Preciso voltar àquela intimidade, àquelas lágrimas, àquele prazer em louvar, ler a Palavra e servir na casa do Senhor.

Com Meu Ministério e a Obra de Deus

E quanto ao meu ministério? Eu sou chamado e escolhido. Deus tem um plano lindo para minha vida. Tenho me dedicado, entregado o meu melhor? Ou já me acostumei com um "tá bom desse jeito"?

Eu vejo a necessidade da igreja, mas estou passivo, de braços cruzados? Quantas vezes não faço um evangelismo ou não dedico meu dia inteiro na igreja servindo ao Senhor? Meu líder está gemendo, precisando de ajuda, e eu vejo isso como algo natural, sem me importar.

Há quanto tempo que você não faz um evangelismo?

Eu tenho que ficar indignado se a igreja não está crescendo, não está avançando, não está ganhando almas. Não posso aceitar que nada de diferente aconteça. Preciso me revoltar e clamar por mudança! Eu tenho uma chamada, sou escolhido. Deus tem um propósito na minha vida. Preciso fazer a obra com alegria, com entusiasmo, ser um crente vibrante e cheio do Espírito Santo.

A Indignação: A Arma Contra a Acomodação

Eu não posso aceitar passivamente, me acostumar e pensar: "Ah, é desse jeito, não tem o que fazer." Tem sim! Preciso arregaçar as mangas, cumprir com o meu ministério, fazer a obra. Não posso me acomodar. Preciso ficar indignado comigo mesmo.

Lembro-me de Paulo:

  1. Enquanto esperava por eles em Atenas, Paulo ficou profundamente indignado ao ver que a cidade estava cheia de ídolos.
  2. Aquilo foi doendo dentro dele.

Se há algo que desagrada ao Senhor, eu não posso aceitar. Tem que doer dentro de mim, tenho que ficar indignado. Minha oração pelos meus irmãos obreiros é que a gente se revolte, queira ver o crescimento da obra de Deus, queira avançar.

A maior arma contra a acomodação é a indignação.

Quando estou indignado com algo, eu me movo, eu ajo. Essa revolta me leva a fazer alguma coisa. Se eu tenho "sangue de barata", se para mim está tudo bem, meu irmão, eu perdi o primeiro amor. Eu escolho a indignação que me impulsiona, que me tira da passividade, que me faz buscar o melhor de Deus para minha vida e para a obra d'Ele.


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João Misael Pagliarin

A palavra de Deus tem poder para curar, salvar, libertar os cativos.

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